domingo, 19 de julho de 2009

Lutar por uma sensação

Passo esta noite a tentar achar-me entre quatro paredes, há tanta coisa em que pensar, coisas tão simples mas que incomodam tanto. A está televisão ligada, mas parece muda, tudo o que oiço não memorizo, não percebo, a minha cabeça esta demasiado cheia, para pensar em mais alguma coisa, observo as arvores pela janela a forma em que o vento envolve as folhas, é um vento quente, trás-me lembranças energeticas, lembranças essas que parecem acontecimentos presentes, cada gesto, cada sensação esta esculpido em mim. Existe uma que me assombra todas as noites todos os minutos, anseio voltar a senti-la, senti-a uma vez apenas, e numa mais a esqueci uns labios, uma pele, um toque, luto por tê-la de novo, apoio-me nesse fim com uma certeza aquela sensação ninguem me a extraí, mas a vontade de tê-la de novo só eu poderei decidir se me abstenho ou se persisto. Por vezes penso que esta cada vez mais perto de conseguir de novo tal emoção, emoção essa que me inunda, que ocupa toda a mente que me faz reviver o tempo passado mas de uma forma tão boa.. Mas noutras alturas a frieza parece que conquista todo o espaço e sentidos,e me faz querer desistir. Pois bem o triunfo é muito mais saboroso e dá-me muito mais prazer do que sair derrotada. É como olhar para o mar repleto de barcos, e todos estes durante horas passarem por mim e não fazer nada, deixarem-me ali no meio daquela guerra, onde milhares de barços se desfazem em destroços, e eu nadar, nadar ali pelo meio com a maior probablidade de extinguir do que encontrar a ajuda que necessito, que quero e preciso! Mas mais vale "morrer na praia" do que nem ter tentado alcança-la.

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